quando visto prantos
sem prestar atenção em meus brios
faço desacordos comigo
e infrinjo as leis do autocuidado
e se não me dei as mãos quando mais precisava
não curei meus pés em dias de lamaçal
e furei sorrisos com amarguras
fiz de mim meu próprio carrasco
desfaço este transe
acordo veias e artérias que bailam dentro de mim
não quero
sombras de esqueletos pretéritos
bordarei novas
tapeçarias que nutrem meu peito
sabendo que choramingos
intercalados com gargalhadas
viscerais podem conviver
Eliana Pichinine