sexta-feira, 5 de junho de 2020

poema da liberdade




a mesma chegada

o mesmo sumiço

o mesmo retorno

a mesma desculpa

a mesma piada 

a mesma risada 

as mesmas perguntas

as mesmas respostas

a mesma falta de empatia

a mesma falta de cuidado

o mesmo olhar para o próprio umbigo



ela deixou de ser a mesma



o silêncio que antes era sombrio

passou a ser libertador

ele não cabia mais na vida dela

e ponto final


Eliana Pichinine

domingo, 31 de maio de 2020

dissonantes

gosto
quando os seus acordes
não rimam com os meus
e mesmo assim dançamos

Eliana Pichinine

segunda-feira, 25 de maio de 2020

terça-feira, 19 de maio de 2020

sexta-feira, 8 de maio de 2020





o sabiá canta

a nuvem passeia

e o cavalo trota


de vez em quando

o coração sorri

e os olhos brilham


nem tudo

cabe


em

molduras


Eliana Pichinine

quinta-feira, 16 de abril de 2020



vivia as próprias emoções

como se fossem 

unhas cortadas

e

lançadas à própria sorte


quem saberá o por quê? 



Eliana Pichinine