sexta-feira, 18 de novembro de 2016

o teu ás

é de qual 

 naipe? 

Eliana Pichinine
presa 

no vagão

fingia 

não sentir

agonia

o trem

rugia
         
      Eliana Pichinine

  disse tudo

com aquele

olhar de imensidão

o

hábito

saiu sozinho


fez tudo

de novo

Pirão


com

espinha

e tudo

fiz pirão

daquele 

poema

sobre 

peixe

o

que 

sobrou
deixei

pro

pescador

contar

Dias




às vezes
ilha
às vezes
pilha
às vezes
trilha
aquele sorriso

de menino feliz

cabe aqui

toda vez 

que me apaixono

por você