sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Pirão


com

espinha

e tudo

fiz pirão

daquele 

poema

sobre 

peixe

o

que 

sobrou
deixei

pro

pescador

contar

Dias




às vezes
ilha
às vezes
pilha
às vezes
trilha
aquele sorriso

de menino feliz

cabe aqui

toda vez 

que me apaixono

por você


 a avenida continua ali

assim como a casa de festas

na esquina

e a lanchonete em frente ao rio

mas o alvo mudou
hoje

outra família

perdeu um ente querido

a calçada ficou avermelhada

Juba




a pulga saltita

suga aos poucos

o sangue do hospedeiro

sabe aproveitar

o tempo de vida 

que lhe resta

Pontadas


pontada nos olhos:

sono perdido

pontada no olhar:

sonho perdido

Pendências


água-viva

pulsando

no peito

espinha

de peixe

atravessando

a garganta

mãos trêmulas

abraço desmedido